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Comunidade
sabatina terminal que ocupará antigo lixão
da Alemoa
Telma levantou questões sobre o uso da água
e o entorno do projeto
A peocupação com o entorno e os detalhes
técnicos da obra em relação ao
meio ambiente foram as questões levantadas pela
vereadora Telma de Souza, líder do PT na Câmara,
durante audiência pública para a apresentação
do projeto da Brasil Terminal Portuário - BTP,
na noite de ontem (13), em Santos.
Agendada pelas comissões permanentes de Meio
Ambiente e de Portos, a audiência foi presidida
pelo vereador Fábio Alexandre Nunes (PSB), e
contou com a presença na mesa, de Telma de Souza,
membro da comissão de Portos. "É
preciso saber como vai ficar o entorno do projeto. De
acordo com a aparesentação, estará
sendo criado um local de excelência ambiental,
mas e as áreas ao redor, qual será o impacto",
questionou Telma. Ela argumentou ainda, sobre a origem
da água a ser utilizada para a "lavagem"
do solo a ser recuperado. "Com a escassez atual,
a água potável é para as pessoas
consumirem. Água para uso industrial deve ser
proveniente de reutilização", defendeu.
Os técnicos da BTP detalharam todos os procedimentos
a serem adotados, que tornam a proposta do terminal
o maior projeto de remediação ambiental
do estado de São Paulo e um dos maiores do país.
Segundo informaram, parte da água a ser utilizada
será de reuso, ou seja, aproveitada de outros
processos. Naturalmente, uma parcela terá de
ser água da rede existente, afirmaram os técnicos.
Quanto a área do redor, serão preservados
30 mil m2, com vegetação natural, para
permitir a sobrevivência de espécies de
pássaros que habitam o local. O projeto prevê,
por exemplo, menor iluminação na área
fronteiriça com a parcela preservada, a fim de
não prejudicar os ninhais.
O terminal BTP está projetado para a área
do antigo lixão portuário da Alemoa, utilizado
por 50 anos, até 1999. Inicialmente havia sido
planejado um terminal de líquidos para o local,
projeto que não saiu do papel. Com a exigência
do Ministério Público do Meio Ambiente
de despoluição do local, um Termo de Ajustamento
de Conduta - TAC foi celebrado com a Codesp, estatal
portuária, para a remediação. A
proposta foi encampada pela BTP, que tem parceria da
gigante da navegação, MSC.
Ao custo de US$ 1,6 bilhão, o terminal multiuso
- para contêineres, cargas soltas e granéis
líquidos - terá quatro berços de
atracação e tem previsão de estar
pronto a partir de 2012. Grande parte dos recursos será
utilizada da remediação ambiental. Somente
a partir deste processo o local poderá receber
obras de instalação do terminal.
Fonte Noticia 1:
Evento realizado: Câmara Municipal de Santos.
Data: 13/05/2009
Notícia encontrada no site da C.M.S.
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