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A opção da BTP em recuperar uma área degradada para implantar seu empreendimento revela que seu modelo de gestão contempla práticas socialmente responsáveis. Além disso, este projeto irá resolver a questão de um dos maiores e mais antigos passivos ambientais do Estado de São Paulo - o antigo Lixão da Alemoa - Porto, que em três anos passará a ser o endereço de um moderno terminal de contêineres e granéis líquidos, responsável pelo aumento de cerca de 10% da capacidade total do Porto de Santos nestas cargas.

Hoje, a área do antigo lixão encontra-se coberta por uma vegetação secundária, não nativa em sua grande parte, sendo impossível ocupá-la em razão da periculosidade dos contaminantes e resíduos ali depositados.

Soma-se a isto o fato de que a instalação do terminal na área remediada ambientalmente vem retardar e adiar a necessidade de ocupação de áreas ainda intocadas para absorver o natural aumento de demanda projetado para o comércio exterior brasileiro nos próximos anos, devolver a área à sua vocação natural, que é a atividade portuária, aliando, dessa forma, a responsabilidade ambiental ao desenvolvimento do Porto de Santos. Há que se considerar ainda que o alto investimento financeiro necessário para a limpeza do solo, estimado em cerca de R$ 300 milhões, revelou-se inviável de ser realizado exclusivamente com a capacidade econômica da Administração do Porto.

Na execução de seu projeto de recuperação ambiental, cerca de 680.000 m3 de solo e resíduos serão tratados ou dispostos adequadamente, sob controle direto das Agências Ambientais, trazendo para a região tecnologia e experiência únicas em realização de remediação de áreas contaminadas de grandes dimensões.

Estima-se que a remediação, se processada por meios naturais, levaria cerca de 30 anos, período de tempo que permitiria a grande parte dos contaminantes chegar ao Estuário e ao Rio Saboó. O processo proposto pela BTP, após pesquisar métodos em uso em várias partes do mundo, irá solucionar o problema em cerca de dois anos. Outro aspecto positivo do novo método inédito no Brasil é o fato de que 70% do solo existente no local será recuperado no próprio local e reutilizado no processo construtivo do terminal, evitando assim o risco inerente ao transporte de material contaminado para outros locais de descarte e diminuindo a necessidade de buscar em outras regiões solo limpo para aterro de reposição do solo retirado, diminuindo o impacto ambiental global do empreendimento.

COMO FUNCIONA A TÉCNICA DE DESPOLUIÇÃO

A tecnologia de descontaminação a ser empregada pela BTP no antigo lixão da Alemoa, denominada "lavagem de solo", consiste, basicamente, em lavar as camadas contaminadas do solo da área. Para isso, a área total do terreno é dividida em sub-lotes de 20 por 20 metros, em uma grade totalmente georeferenciada.
O material retirado desses sub-lotes é então escavado e peneirado para que sejam retirados os resíduos (plástico, madeira, metais, pneus, etc), que são separados e dispostos de forma adequada. O solo restante é então "lavado" por meio de equipamentos especialmente desenhados, importados da Bélgica. Nesse processo, separa-se o solo dos contaminantes químicos. Cerca de 70 a 80% do solo tratado volta limpo para o local de onde foi retirado. Para que se tenha idéia desse processo, para cada tonelada de solo escavado cerca de 700 quilos são limpos e reaproveitados no próprio local.
O solo que não puder ser reaproveitado, uma espécie de lama ("cake"), passa ainda por uma série de filtros, sendo disposta finalmente em aterros específicos licenciados pelos órgãos oficiais ambientais para o recebimento destes resíduos. A água usada no processo é monitorada e tratada, evitando que seja descartada no estuário ou em outro local. Da mesma forma, a água da chuvas é recolhida a adequadamente tratada.
Todo o processo, em suas diferentes fases, é monitorado pela CETESB, a quem reportamos os resultados, garantindo a permanente rastreabilidade dos resíduos e solo resultante do processo. Amostras estatisticamente representativas do material tratado, retiradas segundo metodologias normatizadas, são analisadas garantindo sua qualidade segundo os padrões da agência ambiental.

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